terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lindolfo Pires articula com o PMDB e diz que eleição da AL ainda não está decidida

O deputado Lindolfo Pires (Democratas) anunciou na manhã desta segunda-feira (17) que a eleição da mesa da Assembleia Legislativa ainda não está decidida em favor do deputado Ricardo Marcelo e disse que “vêm novidades por aí”.

No final de semana, ele se reuniu com os deputados Gervásio Filho e Trócolly Júnior, do PMDB, e ofereceu três cargos na mesa ao partido – a vice-presidência, a 1ª Secretaria e a 3ª Secretaria.

Os deputados do PMDB saíram animados da reunião, mas não disseram se aceitam ou não os cargos oferecidos por Lindolfo. O PMDB participou da reunião com Ricardo Marcelo na última sexta-feira e aceitou indicar nomes para compor a chapa.

Lindolfo tem um grupo de deputados de vários partidos que não aceitam eleger para a Assembleia Legislativa um candidato que não tenha votado no governador Ricardo Coutinho.

Cássio defende que se o STF lhe negar o mandato, deve haver nova eleição para o Senado na Paraíba

Se o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela inelegibilidade do ex-governador Cássio Cunha Lima e impedi-lo de assumir a vaga de senador no dia 1º de fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve convocar novas eleições para o Senado na Paraíba.

A tese foi defendida na tarde desta segunda-feira pelo próprio Cássio, em entrevista a Rádio Correio. Cássio foi eleito o senador mais votado da Paraíba no pleito de outubro passado, mas tem um mandato sub-judice.

“Não podemos mitigar a democracia. Temos que respeitar a decisão soberana do povo. Então se é para me tirar o mandato, que se convoquem novas eleições”, disse o ex-governador.

Ele disse que foi injustiçado em 2009, quando perdeu o mandato de governador no TSE e que não pode ser punido duas vezes por um mesmo suposto crime. “A Constituição Federal tem que ser respeitada. E ela diz que quem tem mais voto deve ser o eleito”, afirmou.

“O bonito da democracia é que o voto do mais humilde trabalhador e o do presidente da República têm o mesmo peso. Se a opinião majoritária do povo for respeitada, serei eu o senador, e não o terceiro colocado”, acredita o ex-governador.

Com sistema exaurido, Cagepa vai anunciar racionamento de água em JP

João Pessoa está prestes a enfrentar um dos maiores problemas que a cidade já viu: o racionamento de água. Ainda este ano a cidade vai começar pelo racionamento de água, mas o assunto vem sendo tratado ainda em forma de segredo pela direção da Cagepa.

O sistema de abastecimento de água de João Pessoa está exaurido. Numa linguagem simples, os mananciais de Gramame-Mamuaba e Marés não mais têm condições de atender a 100 por cento da população do se chama de Grande João Pessoa.

Para não assustar a população, a Cagepa ainda não tornou público que vai racionar água ainda este ano. Mas vai. A empresa tem estudos quem apontam para a incapacidade do sistema de atender a população.

A Cagepa também está elaborando um plano de trabalho e transformando-o em projetos, onde mostra que a empresa precisa tomar uma providência para evitar um problema maior na Capital da Paraíba e nas cidades vizinhas com a diminuição da oferta de água à população.

Já no próximo mês a Cagepa entregará ao governador Ricardo Coutinho o projeto, onde são apontadas as soluções para o problema da falta de água em João Pessoa e nas cidades vizinhas à Capital.

Uma das soluções, a princípio, será a interligação com o manancial de Abiahy-Popocas, que está sendo construído. Com isso, aumenta-se a oferta do produto bruto a ser tratado nas Estações da Cagepa.

Não é segredo para ninguém que diversos bairros de João Pessoa vêm sofrendo com a falta de água. Em parte, o problema é da má administração, da falta de uma boa gestão da diretoria anterior da empresa.

Mas, o problema mais grave é o estrangulamento do sistema, que não tem mais capacidade para atender à cidade. Sem contar no adensamento da população em muitos bairros da cidade.

Quando o sistema Gramame-Mamuaba foi construído pelo então governador Wilson Braga, em 1983, a previsão é que ele iria garantir o abastecimento de água a João Pessoa por 30 anos. Estamos há 28 anos da inauguração da barragem e os tais 30 anos se aproximam.

Bairros como Manaíra, Cabo Branco e Tambaú estão altamente adensados e enfrentam problemas no abastecimento de água.

Anotem aí: mais dias, menos dias, o governo vai anunciar o racionamento de água em João Pessoa, porque o sistema que abastece João Pessoa está exaurido e trabalha no seu limite máximo.