Os juízes tiveram três entendimentos diferentes para o caso, por isso, o presidente precisou votarTodos esperavam o voto de minerva do presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Genésio Gomes, no julgamento do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) que é acusado por suposto gasto excessivo com propaganda em ano eleitoral, mas ele surpreendeu ao informar que não iria votar porque não houve empate.
Segundo ele, todos decidiram pela aplicação de multa e isso foi consenso. Na sessão passada ficou decidido que o presidente desempataria o julgamento na sessão de hoje o que não aconteceu, pois o entendimento foi mudado.
O relator do processo, juiz Carlos Neves, também surpreendeu e decidiu mudar o voto. Ele seguiu o entendimento da juíza federal, Niliane Meira, de inelegibilidade de três anos e não de oito, tendo como base o “Ficha Limpa”, e mais a aplicação de multa 100 mil ufirs. João Ricardo Coelho também mudou o voto e seguiu o mesmo entendimento.
Com o reviravolta da sessão desta terça-feira o resultado do julgamento ficou o seguinte: Carlos Neves, João Ricardo Coelho, Niliane Meira e Newton Vita votaram pela inelegibilidade de Cássio por três anos e mais a aplicação de multa. Já Manoel Monteiro e João Batista votaram pela perda de objeto, ou seja, por punição alguma.
O processo contra Cássio Cunha Lima entrou em pauta na sessão do dia 6 de julho. Foram vários adiamentos ocasionados por pedidos de vista e uma novidade que foi a entrada de um novo advogado, Eduardo Alckimin.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Cássio Cunha Lima foi impetrada pela coligação ‘Paraíba de Futuro’.
Fonte: da internet
