Pelo fato de ser reincidente e não ter cumprido uma condenação anterior imposta pela Justiça, o médico ortopedista Godofredo Borborema está sendo transferido hoje (15) à tarde para o Presídio do Serrotão. Ele é acusado de integrar um grupo que prometia agilizar cirrugias pelo SUS nos hospitais Regional e Pedro I de Campina Grande e aidna recebiam de forma particular pelo mesmo procedimento.
Ele dormiu na noite de ontem (14) em uma sala especial do II Batalhão de Polícia Milita, já que possui curso superior. Por volta das 11h de hoje iria ser ouvido pelo delegado especial Jean Francisco, mas disse que só iria se pronunciar na Justiça, direito que lhe é garantido por Lei.
O médico se apresentou à polícia achando que só teria um mandado de prisão, mas recebeu voz de prisão também por não cumprir uma pena de prestação de serviços comunitários.
Conforme o delegado, a pena que o médico deixou de cumprir é resultado de uma condenação antiga da Vara de Execuções Penais e pelo mesmo crime que ele está sendo acusado atualmente, o de concussão - extorsão cometida por um funcionário público.
Conforme o delegado, a pena que o médico deixou de cumprir é resultado de uma condenação antiga da Vara de Execuções Penais e pelo mesmo crime que ele está sendo acusado atualmente, o de concussão - extorsão cometida por um funcionário público.
O Ministério Público e a Polícia Civil apuraram que o grupo, formado por cinco pessoas, atuava fraudando o seguro DPVat e convencendo pacientes a pagarem para que o médico agilizasse a realização de suas cirurgias pelo SUS. Além disso, os pacientes seriam induzidos a adquirir produtos ortopédicos para suas reabilitações na loja do médico Godofredo Borborema.
Além do médico, foi preso no curso das investigações José Ismar de Lima Silva, 35 anos, que tinha escritório dentro do Hospital Pedro I. Ele agilizava as liberações do seguro DPVat em favor do médico e até de clientes. Podem se apresentar nas próximas horas os foragidos - o motorista do médico - José de Anchieta Pessoa de Oliveira, 50; a enfermeira Maria José Jordão da Silva, 33, e a atendente do Hospital Pedro I, Eliana Dantas, 56. Eles tiveram prisão provisória decretados pela Justiça.

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