quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vantagem de Dilma cai 5 pontos; Serra e Marina crescem, diz Datafolha

Nova pesquisa presidencial Datafolha divulgada nesta quarta mostra que a diferença entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, para os demais adversários somados caiu cinco pontos percentuais (de 12 para 7 pontos) com relação ao levantamento anterior, realizado nos dias 13, 14 e 15.

A petista agora aparece com 49% (tinha 51% há uma semana), contra 42% de todos os outros postulantes (que apareciam com 39%). José Serra (PSDB) está em segundo, com 28% (tinha 27% na semana passada), enquanto Marina Silva oscilou positivamente dois pontos percentuais e passou de 11% para 13%.

É o primeiro levantamento do instituto após as revelações de tráfico de influência e a consequente crise que culminou com a demissão da sucessora de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra --52% dos entrevistados disseram ter tomado conhecimento do caso, mas apenas 13% julgam-se bem informados sobre o episódio.

Brancos e nulos somam 3% na nova pesquisa (ante 4% da semana passada), enquanto 5% dos eleitores entrevistados se declaram indecisos (dois pontos percentuais a menos do que o cenário dos dias 13, 14 e 15).

As movimentações estão dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o Datafolha, pesquisa a ser feita na próxima semana deverá mostrar se trata-se de uma tendência ou apenas um registro do momento em que o levantamento foi realizado.

Dilma caiu principalmente nos segmentos dos que possuem renda familiar mensal entre 5 e 10 salários mínimos (10 pontos), nível superior de escolaridade (três pontos) e têm entre 35 e 44 anos (quatro pontos).

O crescimento de Marina Silva se deu entre os mais escolarizados (onde a verde cresceu quatro pontos) e os que têm renda de 5 a 10 salários mínimos, faixa em que a candidata do PV saltou de 16% para 24% (Serra subiu de 28% para 34%).

Votos válidos - Considerados apenas os votos válidos (excluindo-se, portanto, brancos e nulos), a candidata petista, que figurava com 57% no levantamento anterior, lidera a corrida presidencial com 54% das intenções de voto. José Serra (PSDB) está com 31% (tinha 30%), e Marina Silva (PV), chegou a 14%.

Quanto menor a diferença entre o líder das intenções de voto e os demais candidatos, maior a probabilidade de um segundo turno (para ser eleito numa única rodada de votação, um candidato precisa de 50% mais um dos votos válidos ou superar a soma de seus rivais).

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Rui Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidélix (PRTB) não atingiram 1% (porém foram mencionados e, juntos, equivalem a essa parcela da votação).

SEGUNDO TURNO - O Datafolha também perguntou aos eleitores como eles se comportariam num eventual segundo turno entre Dilma e Serra. A petista receberia 55% (dois pontos a menos que no levantamento da semana passada), enquanto o tucano ficaria com 38%, três pontos percentuais a mais do que exibia na semana passada.

A pesquisa, contratada pela Folha e pela Rede Globo, foi realizada nos dias 21 e 22, em 444 municípios de todo o país, com 12.294 eleitores. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 31.330/2010.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 53 milhões no sábado

A Mega-Sena acumulou mais uma vez e, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, vai sortear R$ 53 milhões no sábado (25).
Nenhum apostador acertou os números do concurso 1.216 na noite desta quarta-feira (22). As dezenas sorteadas foram: 04 - 07 - 13 - 25 - 27 - 58.


Ao todo, 555 bilhetes acertaram a quina e levaram R$ 6.029,59 cada um. Outras 26.524 apostas acertaram a quadra e ganharam R$ 180,23 cada.


Quem quiser jogar deve fazer sua aposta até as 19h (horário de Brasília) de sábado. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 2.

Candidatos dizem que Maranhão quer privatizar a Cagepa

No quarto bloco os candidatos a governador da Paraíba voltaram a se confrontar. Os governáveis dirigiram muitas críticas ao governador, José Maranhão (PMDB), e afirmaram que o peemedebista pretendia privatizar a Cagepa. O socialista disse que Maranhão roubou a sua idéia do 13º do Bolsa Família sem dar o crédito

O primeiro a fazer a pergunta foi Ricardo Coutinho que perguntou o que Nelson achava de um candidato que copiava as idéias de outro sem dar o crédito. Nelson Júnior disse que cada candidato deve elaborar as suas propostas, mas afirmou que não tem problema que outros candidatos copiem as suas idéias.

“As boas idéias precisam ser copiadas, mas é importante que sejam dados os créditos”, disse Nelson, acrescentando que se as propostas do Psol forem copiadas o povo paraibano só tem a ganhar. “Eu não vou cair nessa intriga não, pois as boas idéias devem ser copiadas”, destacou.

Ricardo na réplica disse que o problema não é copiar as idéias e sim não dar o crédito. Ele destacou que entre as propostas que teriam sido copiadas dele está o 13º do Bolsa Família. “Essa picuinha pela paternidade do Bolsa Família, Bolsa Natal ou Bolsa Réveillon não me interessa. A nós interessa discutir a geração de emprego e renda da população”, alfinetou Nelson Júnior.

Nelson: RC demorou muito para notar que Maranhão representava o atraso

O candidato do Psol perguntou quando Ricardo percebeu que José Maranhão (PMDB) representava o atraso. Ricardo disse que não faz política como profissão e afirmou que deixou uma prefeitura para sair para uma disputa. Ele afirmou que Maranhão quis se perpetuar no poder e ainda procurou destroçar aqueles que caminharam com ele. “Quem me conhece sabe que tudo aquilo que eu digo eu coloco em prática e assim será em todo o Estado da Paraíba”, disse.

Nelson afirmou que em 2006, Ricardo tinha alternativas, mas ele preferiu se aliar a Maranhão. De acordo com ele, o socialista só foi perceber que Maranhão representava o atraso. Ricardo disse que a esquerda não ter força para tomar o poder e, por isso são necessárias alianças. “Eu fiz alianças encima de propostas”, destacou.

Socialista diz que Maranhão quer privatizar a Cagepa

O socialista perguntou o que ele acha da intenção de Maranhão em privatizar a Cagepa. “Nós do Psol somos totalmente contra a essa política de privatização que se instalou no Brasil”, afirmou Nelson Júnior, acrescentando que em seu programa de governo Maranhão apresentava a proposta da parceria público privada para o saneamento. Ele disse também que não iria admitir que Maranhão jogasse a ultima pá de cal na Cagepa.

Candidato do Psol manda RC se afastar de Efraim

O governável pelo Psol perguntou qual a postura de Ricardo com um candidato que cometeu a má versarão de dinheiro público. O socialista disse que primeiro era preciso apurar o caso, antes de condenar alguém como alguns setores costumam fazer. “Sabendo de um caso e tendo o devido processo as punições virão”, afirmou, destacando que quer implantar na Paraíba a Secretaria de Transparência Pública.

Nelson Júnior mandou Ricardo começar por casa, retirando o apoio ao senador Efraim Morais (DEM), que teria contratado funcionárias fantasmas. O socialista disse que era preciso ser justo, independente de posição política, pois não existia nenhuma condenação contra o democrata.

Julgamento da Lei Ficha Limpa é interrompido por pedido de vista do ministro Dias Toffoli

O argumento do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Cezar Peluso de que a Lei da Ficha Limpa é inconstitucional fez o ministro José Antonio Dias Toffoli pedir vista.

Ele prometeu trazer seu voto já na sessão de amanhã, quinta-feira.

Pouco antes do pedido de vista, o ministro Carlos Ayres Britto, relator do recurso de Joaquim Roriz (PSC) contra a lei, afirmou que o argumento de Peluso parece um "salto triplo carpado hermenêutico", provocando risos no plenário e entre os próprios colegas.

Peluso então respondeu que poderia até ser "do ponto de vista publicitário", mas não do ponto de vista jurídico.

O clima da sessão esquentou. Toffoli ia começar a votar, mas o ministro Joaquim Barbosa afirmou que a questão proposta por Peluso deveria ser analisada a parte. O colega então pediu vista.

Peluso propôs que os ministros declarem que a lei é formalmente inconstitucional por conta da mudança nos tempos verbais realizados pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) quando a legislação foi debatida no Senado.

O STF julga recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a lei da Ficha Limpa. Ele foi considerado "ficha suja" pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por ter renunciado ao cargo em 2007 para escapar de processo de cassação.

Para Peluso, Dornelles modificou o mérito do então projeto de lei complementar e ela deveria ter voltado à Câmara dos Deputados para nova análise. Ou seja, o presidente do STF argumenta que a tramitação da lei feriu o devido processo legislativo.

"Não se tratam de emendas de mera redação. Seria o caso de inconstitucionalidade formal. É um caso de arremedo de lei", disse Cezar Peluso.

O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, pediu a palavra para discordar. O caso chegou a ser debatido pelo tribunal eleitoral e entendeu-se que a mudança no Senado não alteraria o sentido da legislação.

Dornelles mudou em diversos artigos da Lei da Ficha Limpa o tempo verbal dos atos que levariam à inelegibilidade de um político. Mudou, por exemplo, "que tenham sido" condenados, para "os que forem condenados", e assim por diante.

Lewandowski ainda firmou que o artigo que trata de renúncia, o que é o caso de Roriz, não foi modificado. Peluso, no entanto, argumentou que não é possível julgar a lei em partes e afirmou que "lei não pode ser feita de qualquer jeito".

Em seu voto, Britto, ao defender a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, disse a "probidade é o principal conteúdo da moralidade administrativa de que se trata a Constituição".

O ministro afirmou ainda que a renúncia de Roriz foi uma "típica modalidade de confissão", uma espécie de atestado de que não há como se "safar" das acusações que, à época, pesavam contra ele.

"Candidato vem de cândido, puro, limpo, no sentido ético", reforçou o relator.

Em intervenções, os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello também demonstraram que podem votar contra a Lei da Ficha Limpa. Para Mendes, o Congresso não pode ter poderes ilimitados.

Quando renunciou, Roriz era acusado de ter quebrado o decoro parlamentar após ter sido flagrado, em conversa telefônica, discutindo a partilha de R$ 2 milhões --a Polícia Federal, em investigação, disse tratar-se de propina. Roriz alega que o dinheiro, fruto de empréstimo, seria para comprar uma bezerra.

No início da sessão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que a Lei da Ficha Limpa deve valer para esse ano e ser aplicada a casos ocorridos antes de sua promulgação. Ao citar o caso de Roriz, disse que ele foi grampeado em conversa telefônica "nada republicana".