terça-feira, 5 de outubro de 2010

Seis prefeitos do Cariri devem abandonar campanha de Maranhão e apoiar Ricardo

Ainda está no campo das especulações, mas os nomes de pelo menos cinco prefeitos da região do Cariri Paraibano estão sendo contatados e já admitem nos bastidores ou através de assessores, que podem aderir à candidatura de Ricardo Coutinho.

O primeiro a ter seu nome mencionado foi o prefeito de Gurjão, Martinho Candido (PT), que segundo informações de Edvan Santos, secretário de Administração do município, os entendimentos já foram iniciados.

Outro prefeito que estaria avaliando a possibilidade de apoiar Ricardo Coutinho é José Ferreira, do município de São Domingos do Cariri, que apoiava Ricardo no início das eleições, mas aderiu ao projeto de reeleição do governador José Maranhão poucos dias antes do pleito.

Na lista das adesões aparece o nome do prefeito de São João do Cariri, Beto Medeiros, que estaria avaliando a possibilidade de voltar a apoiar a candidatura de Ricardo Coutinho.

Segundo informações, Beto Medeiros (PTB) no primeiro turno apoiava a candidatura de Ricardo Coutinho, mas, em virtude de seu pai, o deputado Pedro Medeiros (PSDB) ter passado a apoiar a reeleição de José Maranhão, ele sentiu-se na obrigação de também seguir a orientação de seu pai.

Quem também está reavaliando o quadro eleitoral é o prefeito de Coxixola, Nelson Honorato, assim como os prefeitos Eduardo Torreão, de Serra Branca, e o de São João do Tigre, Eduardo Jorge.

Reeleição ameaçada: Carlos Batinga pode perder vaga para Márcio Roberto

Caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conceda o registro da candidatura de Márcio Roberto (PMDB), o Tribunal Regional Eleitoral terá de realizar uma nova distribuição de vagas para deputado estadual. As mudanças provocariam alterações em pelo menos três coligações. A maior prejudicada seria a Paraíba Unida III, que perderia a única vaga conquistada e que seria ocupada por Genival Matias.


Na coligação de Márcio Roberto, a Paraíba Unida 5, sairia o deputado Carlos Batinga, que ficaria na primeira suplência. O vai e vem só beneficia a coligação Uma Nova Paraíba, que passaria a contar com 13 vagas na Assembléia Legislativa. O décimo terceiro a entrar seria Domiciano Cabral.


O deputado Márcio Roberto obteve 24.880 votos nas eleições do último domingo. Os votos atribuídos a ele não foram totalizados pelo Tribunal Regional Eleitoral, já que sua candidatura está sub judice. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não se manifestou sobre o seu recurso.


O caso está nas mãos do ministro Marco Aurélio. O deputado teve o registro impugnado pelo Ministério Público Eleitoral em virtude de rejeição de contas públicas, na época em que foi prefeito da cidade de São Bento. O TSE irá discutir a questão da competência para julgar as contas dos prefeitos, se da Câmara Municipal ou do Tribunal de Contas.


O processo está parado desde o dia 22 de setembro no gabinete do relator. A Procuradoria Geral Eleitoral já se manifestou no sentido de que o TSE negue o pedido de registro. Márcio Roberto disse acreditar que a sua candidatura será liberada, por entender que o seu caso se assemelha a de outros candidatos que obtiveram êxito no TSE.

Segundo turno: primeiro debate entre Maranhão e Ricardo na TV já tem data definida

O primeiro debate do 2º turno entre o governador e candidato a reeleição José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB) já tem data marcada. Será no dia 14 de outubro, na TV Clube, afiliada da TV Band em João Pessoa. Neste dia, a Band transmitirá debates em todos os estados que terão segundo turno.

Os convites, no caso da Paraíba, já foram enviados às coligações em disputa.

Ainda ontem, em entrevista coletiva, o peemedebista se comprometeu a participar de todos os embates, tanto no rádio, quanto na TV. Maranhão também admitiu mudar de postura nessa segunda fase da campanha.

“Vou participar de todos os debates, pois quem tem uma idéia fixa é doido, estarei presente em todos”, disse


Fonte: da internet

Ricardo vê manipulação; Maranhão avalia que foram equivocadas

Os candidatos Ricardo Coutinho (PSB) e José Maranhão (PMDB), que disputarão o segundo turno das eleições para o governo estadual, concordam que as pesquisas de intenções de voto falharam no resultado do primeiro turno. Eles têm opinião divergente sobre o assunto.

“As pesquisas não erraram; foram todas manipuladas e é possível constatar isso com o resultado final do primeiro turno das eleições”, afirmou o candidato socialista. Ele criticou o Sistema Correio de Comunicação por tentar confundir a cabeça do eleitor com a divulgação de pesquisas, “que jamais retratavam a realidade das ruas”, complementou.

Já o candidato José Maranhão, que disputa a reeleição, passou o tempo todo da campanha do primeiro turno acreditando na ampla vantagem de intenções de voto conferida pelas pesquisas, acabou surpreendido com o resultado final da eleição deste domingo, 3.

Para o governador e candidato a reeleição, “os institutos de pesquisas se equivocaram”, admitiu José Maranhão. No domingo, após conhecer o resultado da eleição, JM declarou que “perdemos a batalha, mas não perdemos a guerra”.

Maranhão chegou a admitir que a eleição foi para o segundo turno pelo fato de haver se ausentado dos debates com seus adversários. “A partir de agora, foi a todos os debates”, prometeu.

Veja ranking dos maiores 'puxadores de votos' ; Tiririca ajudou a eleger 3,5 deputados

O candidato a deputado federal mais votado do País, Tiririca (PR-SP), com seu 1,35 milhão de votos, garantiu a sua própria vaga na Câmara e a de mais 3,5 deputados.

Isso ocorreu porque os candidatos mais votados repassam parte de seus votos para colegas de coligação. Em São Paulo, por exemplo, o chamado quociente eleitoral (número de votos necessários para obter uma cadeira na Câmara) foi de 304,5 mil. Tiririca superou essa marca em mais de 1 milhão de votos.

O fato de um candidato não atingir o quociente eleitoral não significa que ele não é eleito. Ao contrário, a maioria dos deputados consegue sua vaga sem bater essa marca. Isso porque os que chegam mais perto do quociente eleitoral, sem atingi-lo, recebem votos de três fontes:

- dos candidatos mais votados, que transferem o excedente a colegas;

- da votação na legenda do partido;

- dos postulantes que tiveram pior desempenho (eles também repassam seus votos a colegas com chance de entrar).

Abaixo, os cinco "puxadores de votos" (candidatos que transferem a votação excedente aos colegas) que conseguiram eleger pelo menos mais um deputado além de si mesmo. Por exemplo, Tiririca elegeu 4,5 parlamentares (ele e mais 3,5).

1. Tiririca (PR-SP): 4,5

2. Anthony Garotinho (PR-RJ): 4

3. Manuela D'Avila (PCdoB-RS): 2,5

4. Anna Arraes (PSB-PE): 2,2

5. Eduardo da Fonte (PP-PE): 2,2

Veja também a lista completa de todos os "puxadores de votos", separados por Estado.

São Paulo - quociente eleitoral: 304.533 votos

1. Tiririca (PR), com 1.353.820 votos, elege 4,5 deputados

2. Gabriel Chalita (PSB), com 560.022 votos, elege 1,8 deputado

Minas Gerais - quociente eleitoral: 194.019

1. Rodrigo de Castro (PSDB), 271.306 votos, elege 1,4 deputado

2. Lael Varela (DEM), 243.884 votos, elege 1,3 deputado

3. Weliton Prado (PT), 234.397 votos, elege 1,2 deputado

4. Eros Biondini (PTB), 208.058 votos, elege 1,1 deputado

5. Alexandre Silveira (PPS), 199.418 votos, elege a si mesmo e sobram 5,5 mil votos

Rio de Janeiro - quociente eleitoral: 173.883 votos

1. Anthony Garotinho (PR), com 694.862 votos, elege 4 deputados

2. Chico Alencar (PSOL), com 240.724 votos, elege 1,4 deputado

Bahia - quociente eleitoral: 171.384 votos

1. ACM Neto (DEM), com 328.450 votos, elege 1,9 deputado

2. Lucio Vieira Lima (PMDB), com 221.616 votos, elege 1,3 deputado

3. Rui Costa (PT), com 212.157 votos, elege 1,2 deputado

4. João Leão (PP), com 203.604 votos, elege 1,2 deputado

5. Pelegrino (PT), com 202.798 votos, elege 1,2 deputado

Rio Grande do Sul - quociente: 193.126 votos

1. Manuela D'Avila (PCdoB), com 482.590 votos, elege 2,5 deputados

2. Beto Albuquerque (PSB), com 200.476 votos, elege a si mesmo e sobram 7,3 mil votos

Paraná - quociente eleitoral: 189.336 votos

1. Ratinho Junior (PSC), com 358.924 votos, elege 1,9 deputado

Pernambuco - quociente eleitoral: 176.207 votos

1. Anna Arraes (PSB), com 387.581 votos, elege 2,2 deputados

2. Eduardo da Fonte (PP), com 387.581 votos, elege 2,2 deputados

3. João Paulo (PT), com 264.250 votos, elege 1,5 deputado

4. Inocêncio Oliveira (PR), com 198.407 votos, elege 1,2 deputado

5. Pasto Eurico (PSB), com 185.870 votos, elege 1,1 deputado

Ceará - quociente eleitoral: 181.607

1. Domingos Neto (PSB), com 246.591, elege 1,4 deputado

2. Guimarães (PT), 210.366 votos, elege 1,2 deputado

Pará - quoci ente eleitoral: 201.332

1. Wlad (PMDB), com 236.514 votos, elege 1,2 deputado

2. Elcione (PMDB), com 209.635 votos, elege 1,05 deputado

Goiás - quociente eleitoral: 169.815 votos

1. Dona Iris (PMDB), com 185.934 votos, elege 1,1 deputado

2. Rubens Otoni (PT), com 171.382 votos, elege 1,01 deputado

Piauí - quociente eleitoral: 165.860 votos

1. Marcelo Castro, com 171.697 votos, elegeu 1,04 deputado

Rio Grande do Norte - quociente eleitoral: 206.681

1. Fátima (PT), com 220.355 votos, elegeu 1,1 deputado

2. João Maia (PR), com 217.854 votos, elegeu 1,1 deputado

Distrito Federal - quociente eleitoral: 175.760 votos

1. Reguffe (PDT), com 266.465 votos, elege 1,5 deputado

Rondônia - quociente eleitoral: 88.320

1. Marinha Raupp (PMDB), com 100.589 votos, elegeu 1,4 deputado

Acre - quociente eleitoral: 46.610 (99,97% das urnas apuradas)

1. Marcio Bittar (PSDB), com 52.159 votos, elege 1,1 deputado

Roraima - quociente eleitoral: 28.837

2. Teresa Jucá, com 29.804 votos, elege 1,03 deputado

Em Santa Catarina, Maranhão, Paraíba, Espírito Santo, Mato Grosso, Alagoas, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Tocantins e Amapá, nenhum candidato atingiu o quociente eleitoral, ou seja, não houve 'puxador de votos' nesses Estados.

Do Estadão

Prefeito de Esperança anuncia adesão a projeto de Ricardo e diz que atendeu pedido do povo

O prefeito do município de Esperança, Nobson Almeida (PTB), o Nobinho, declarou apoio a candidatura de Ricardo Coutinho (PSB), na tarde desta segunda-feira (4). Ele disse que atendeu a uma solitação da população da cidade que logo pela manhã pediu para que Nobinho se aliasse a Ricardo.

“Pela manhã quando sai às ruas, a população esperancense fez pressão para que eu viesse apoiar Ricardo Coutinho. Foi um sentimento dos moradores da minha cidade que eu atendi por achar que Ricardo é o melhor candidato para nosso Estado. Aliado a isso, recebi uma ligação de Ricardo e tudo me levou a vir declarar apoio a ele”, comentou.

Nobinho disse que no início da campanha apoiava a candidatura de Ricardo e só não votou no socialista no primeiro turno porque seguiu a determinação do seu partido, o PTB. “Tenho uma ligação muito forte com o presidente do meu partido, Armando Abílio, e o mínimo que poderia fazer era acompanhá-lo nessa decisão. Mas, ninguém nunca me viu falando mal de Ricardo, porque sempre o respeitei como político e como gestor”, afirmou.

O candidato Ricardo Coutinho recebeu com muita alegria a adesão de Nobinho ao seu projeto político. Para Ricardo, além de um prefeito comprometido com o povo de Esperança, Nobinho vem se destacando como uma liderança na região do Agreste paraibano.

Weick explica queda e diz que eleitor não soube votar

O advogado Marcelo Weick confirmou hoje de manhã que entregou o cargo de coordenador geral da campanha de José Maranhão (PMDB). Segundo ele, a decisão foi tomada durante uma reunião da coordenação da Coligação Paraíba Unida ainda na noite de ontem, depois da apuração dos votos que apontaram um segundo turno na Paraíba, tese que não era admitida pelo PMDB.
- Nos reunimos ontem à noite e colocamos nossos cargos à disposição para que a coordenação passe a ser formada pelas pessoas que têm legitimidade popular para resolver essa eleição no segundo turno. Veneziano Vital, Wilson Santiago, Vitalzinho e Wellington Roberto.

Weick ainda confirmou o argumento dado ontem pelo governador para justificar o resultado adverso das urnas. Para ele, como para o governador, o eleitorado de Maranhão errou ao pressionar o número do candidato na urna eletrônica:

- A gente pode avaliar que a diferença em Campina Grande e João Pessoa e outros locais se deve aos votos nulos. Para deputado estadual foram cerca de 90 mil e para governador, quase 200 mil. Sem dúvida, houve na classe C e D uma dificuldade muito grande de votação e a Justiça Eleitoral não divulgou tanto a ordem da votação. Sem dúvida alguma foi erro do eleitor. Ele errou na hora de votar.

Quintans diz que poder econômico influi nas eleições e que perder faz parte do jogo

O deputado estadual Francisco de Assis Quintans (DEM), disse na manhã desta segunda-feira (4), que na política muitas vezes o poderio financeiro de determinados candidatos supera o trabalho realizado durante os quatro anos de trabalho que é feito por outros postulantes.

Assis Quintans não conseguiu se reeleger deputado estadual nas eleições do dia 03, mas nem por isso deixou se abater com o resultado final das urnas. “Perder faz parte do jogo”, disse o parlamentar ao Portal Vitrine do Cariri.

O deputado disse alguns candidatos que não possuem qualquer trabalho realizado pela Paraíba conseguem se eleger com facilidade graças ao poderio econômico.

Sobre a eleição para governador, Quintans disse acreditar na vitória de Ricardo Coutinho no segundo turno, assim como já aconteceu no primeiro turno das eleições.

O deputado democrata obteve 22.457 votos e ficou na segunda suplência da coligação Uma Nova Paraíba, formada pelo PSDB/DEM/PDT/PSB, que elegeu 11 deputados.

Assis Quintans passou o período da manhã desta segunda-feira em sua residência, localizada no município de Sumé, onde recebeu amigos e lideranças políticas que o apoiaram na região do Cariri