sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Brasil precisa alfabetizar 8,2 milhões para atingir meta do governo federal

O Brasil precisa alfabetizar 8,2 milhões de pessoas para atingir a meta definida pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, de 4% de analfabetos até 2020. Esse valor é considerado aceitável pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação), segundo o ministro.
Atualmente, o país possui 14,1 milhões de analfabetos, de acordo com dados da Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados nesta quarta-feira (8).

Caso alcance a meta até 2020, o país passará a ter 5,8 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever, menos da metade do número atual. O próprio Haddad havia afirmado, em abril, ser "muito difícil" alcançar este valor sem uma queda mais brusca na taxa de analfabetismo, problema que afeta principalmente o Nordeste.

A região Nordeste - que inclui Estados como Ceará, Pernambuco, Sergipe e Alagoas - concentra 7,3 milhões de analfabetos, o maior número do país, segundo a Pnad. Apesar disso, os Estados nordestinos são os que mais evoluíram no combate ao analfabetismo entre 2008 e 2009. Quase 140 mil pessoas que não sabiam ler já foram alfabetizadas.

Meta intermediária

Um objetivo intermediário, também definido pelo ministro Haddad, prevê que o país atinja taxa de analfabetismo de 6,7% até 2015. Para chegar a isso, será necessário que 4,4 milhões de pessoas aprendam a escrever em um prazo de cinco anos. Isso diminuiria o número de analfabetos para 9,7 milhões, meta mais realista que equivale a quase 70% do número atual de pessoas sem instrução.

Os valores, calculados pelo R7, levam em conta que não haverá grande crescimento tanto no número de analfabetos quanto na população em geral.

O cálculo foi feito com base na Pnad, que é preparada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os 14,1 milhões de analfabetos que o Brasil possui (9,7% do total de pessoas nesta faixa etária) significaram um recuo de apenas 1% em comparação com 2008, quando 14,2 milhões de pessoas não sabiam ler e escrever.

A redução de 143 mil analfabetos no país no intervalo entre 2008 e 2009 equivale ao número de moradores de uma cidade pequena no Estado de São Paulo, como São Caetano do Sul (região metropolitana). A maioria dos que estão nesta situação (13,5 milhões de pessoas) têm 25 anos ou mais, quase 93% do total de analfabetos.

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