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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Rombo de cerca de R$ 30 milhões por ano e brigas na Diretoria deixam Cagepa à beira da falência e a população indignada


De todas as nuances da herança maldita que está prestes a assumir, a partir do próximo dia 1º de janeiro, o governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) vai ter em mãos uma bomba de alto poder de destruição: a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba). Com um rombo estimado em cerca de R$ 30 milhões, conforme levantamento da equipe de transição do futuro governo, a companhia ainda sofre com as constantes brigas entre membros da sua diretoria e a queda vertiginosa da qualidade na prestação de serviços.

Segundo um diretor da Cagepa, que não quis se identificar, a empresa só não decretou falência ainda por uma questão política. Ele revela que o governador José Maranhão cobra, a todo custo, uma explicação plausível para o atual estágio pré-falimentar, “mas os diretores, ao invés de se unirem na busca de respostas, passam o tempo todo fazendo acusações entre si”, disse.

Nos bastidores desta troca de acusações, o diretor presidente Alfredo Nogueira Filho tenta se eximir de culpa, jogando toda a responsabilidade nas costas do diretor administrativo e financeiro, Ruy Bezerra Cavalcanti Junior. Este, por sua vez, não esconde de ninguém, nas conversas com amigos, que a incompetência de Alfredo levou a companhia ao caos em que ela se encontra.

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