Após a cassação do mandato do vereador Gilmar de Souza Oliveira, a Câmara Municipal do Congo, vive clima tenso.
É que os vereadores que dão sustentação ao Governo Municipal foram convocados para presenciar a posse do suplente de vereador José Juvanci Ferreira, mas, em determinado momento, o vereador Joaquim Júnior, afirmou da tribuna que a Juíza de Sumé, Alessandra Varandas, havia dito a ele que também fizesse a eleição da Mesa Diretora já na posse do suplente.
Como a eleição da mesa diretora da Câmara Municipal do Congo exige certas formalidades, como é o caso de lançamento de edital, prazo para inscrição das chapas, dentre outros, o vereador e vice presidente, Manoel Quita, afirmou que ele, na qualidade de presidente interino, havia convocado a sessão apenas e tão somente para dar a posse ao suplente, conforme impunha a decisão judicial e que a eleição da mesa seria oportunamente discutida e, uma vez deliberada, iria sim ser realizada.
Ocorre que, o vereador Júnior, se dizendo amigo da Juíza, afirmou que iria fazer a eleição da nova mesa porque a magistrada havia dito que era pra fazer na sentença dos embargos do mandado de segurança e naquele instante passou então a colher a assinatura dos vereadores presentes, com livro que havia comprado no mercado local. A oposição, em face do flagrante desrespeito ao regimento interno, tratou de se retirar do recinto para evitar balbúrdia.
Os vereadores da situação, comandados pelo vereador Júnior, fizeram uma ata onde elegeram o novo Presidente da Câmara Municipal do Congo que é, nada mais nada menos, que o recém empossado José Juvanci Ferreira que, de suplente de vereador passou a ser presidente da Casa.
Após o ato de eleição os vereadores da situação passaram a trocar as fechaduras da Câmara dos Vereadores, fato que causou muita discussão, brigas e animosidades na cidade.
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Cariri Ligado
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