Em decorrência da seca, a Paraíba perdeu 387.201 bovinos em 2012. Nos dois últimos anos, o rebanho caiu de 1.354.268 para 967.067 animais – redução de 28,59%, segundo a pesquisa Produção da Pecuária Municipal, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Outros tipos de rebanhos também registraram prejuízos: equino (7,30%), suíno (11,75%), caprino (18,54%) e ovino (16,39%).
De acordo com o supervisor de Agropecuária do IBGE, José Rinaldo de Souza, o prejuízo é um dos mais significativos nos últimos 20 anos, período em que três grandes secas dizimaram a produção agropecuária no Nordeste. Entre 1992 e 1993, a redução do rebanho bovino paraibano foi de 34%; em 1997, o prejuízo chegou a 28%, o mesmo índice dos últimos dois anos.
Somando o prejuízo dessas três grandes secas, foram dizimados 1,2 milhão de bovinos – número superior ao rebanho atual, que é de 967 mil animais. Segundo José Rinaldo, será necessário um período de oito anos para que as perdas sejam compensadas. “Essa é a previsão, levando em conta uma taxa de crescimento de 3% a 5% ao ano. Mas essa é só uma estimativa e os imprevistos podem ocorrer, elevando esse período de recuperação. Os números se repetem a cada seca, mas nenhuma medida concreta é adotada”, destacou.
O Tribunal de Contas do estado da Paraíba, em sessão realizada nesta quarta-feira (16), aprovou, por unanimidade, as contas da prefeita de Monteiro, Ednacé Henrique, referente ao exercício de 2011. Antes o TCE já havia julgado regulares as contas anteriores de Edna Henrique referente aos exercícios de 2009 e 2010, o que comprovam a lisura na aplicação dos recursos púbicos.
O Tribunal de Contas da Paraíba reprovou, nesta quarta-feira (16), as contas de 2009 encaminhadas pela Câmara de Vereadores de Caldas Brandão e impôs ao então presidente Adão Soares de Souza o débito de R$ 78.574,57 por despesas irregulares, conforme proposta do auditor Renato Sérgio Santiago Melo, relator do processo.
Tiveram ainda as contas aprovadas na mesma sessão, também referente ao exercício de 2011, os ex-prefeitos de Belém, Roberto Flávio Guedes Barbosa, Mulungu, José Leonel de Moura e Borborema, José Renato Eduardo dos Santos, este último referente ao exercício de 2012.
Também tiveram as contas de 2011 aprovadas a gestora dos Encargos Gerais da Secretaria de Finanças (Aracilba Alves da Rocha) e os do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Aníbal Vitor de Lima Moura Neto e seu antecessor Marco Antonio Farias Coutinho). Houve aprovação, ainda, às contas das Câmaras Municipais do Conde (2011) e de Rio Tinto, Vista Serrana e Cuitegi (2012).
CONTAS REPROVADAS Despesas não comprovadas também acarretaram a desaprovação das contas de 2011 da Câmara Municipal de Santana de Mangueira, com imputação de débito superior a R$ 34 mil ao ex-gestor Arnaldo Pereira de Moura. Cabem recursos contra a decisão.
CONTAS DA CASA CIVIL O TCE adiou para a próxima semana o julgamento do processo atinente à prestação das contas de 2011 da Casa Civil do Governador, a pedido do advogado Johnson Abrantes então notificado para atuar na defesa de outro constituinte perante a Justiça Eleitoral.
TOTAL DOS RECURSOS EM PAUTA Somava R$ 703.312.229,07 o valor dos recursos inscritos nos processos constantes da pauta desta quarta-feira. Conduzida pelo vice-presidente Umberto Porto, no exercício da Presidência, a sessão plenária teve as participações, dos conselheiros Nominando Diniz, Arthur Cunha Lima, Fernando Catão e André Carlo Torres Pontes. Também, a dos auditores substitutos de conselheiros Antonio Cláudio Silva Santos, Antonio Gomes Vieira Filho, Marcos Costa, Oscar Mamede e Renato Sérgio Santiago Melo. O Ministério Público esteve representado pela procuradora geral Isabella Barbosa Marinho Falcão.
Por meio de uma investigação, a equipe da Polícia Civil de Monteiro prendeu nesta quarta-feira (16), no distrito de Matagrande, no estado de Alagoas, Marcelo Ferreira Silva, 23 anos. Ele é acusado de efetuar os disparos que mataram o vereador Geraldo Caetano (PSD), conhecido como Déa, no dia 21 de agosto de 2013, em Serra Branca, a 240 km de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, após o homicídio o assassino ganhou uma pistola e R$ 1 mil de recompensa.
De acordo com o delegado Gilson Duarte, chefe do Grupo Tático Especial (GTE) de Monteiro, após a prisão de três pessoas a Polícia Civil aprofundou as investigações e concluiu que Marcelo Ferreira foi contratado para matar o político.
“O crime foi completamente elucidado. Com a prisão de três pessoas, dentre elas um policial militar que vai de ser posto em liberdade por não ter participação no assassinato, pois, concluímos que José Sandro – dono de uma funerária – foi o autor intelectual do crime. Leandro ficou encarregado de arrumar a pessoa para matar o vereador. Marcelo Ferreira é ex-cunhado de Leandro e recebeu uma pistola e a quantia de R$ 1 mil pela execução”, disse o delegado.
Marcelo Ferreira foi preso em casa no povoado de Santa Cruz, em Matagrande, e não resistiu a prisão. Ele está detido na delegacia da cidade e será apresentado a imprensa nesta quinta-feira (17) na Seccional da Polícia Civil, em Monteiro.