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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pedro Medeiros se reúne com Maranhão e anuncia oficialmente apoio a sua reeleição

Conforme anunciado na tarde desta terça-feira (3), o deputado estadual Pedro Medeiros (PSDB) esteve reunido com o governador José Maranhão. “A decisão já está tomada”. Foi o que declarou o deputado estadual Pedro Medeiros após a reunião com o candidato à reeleição pela Coligação ‘Paraíba Unida’, e anunciar oficialmente o apoio ao peemedebista na noite desta terça-feira (3). Antes do encontro, Pedro Medeiros já havia conversado com o governador, por telefone.

O deputado tucano afirmou que tudo começou quando quatro prefeitos que compõem sua base na região do Cariri se reuniram com ele e comunicaram que iriam apoiar o projeto de reeleição do governador. “Quando eles decidiram, eu reuni o restante do Cariri paraibano e por quase uma unanimidade, 99% dos amigos e correligionários, que sempre me ajudaram, decidiram apoiar o governador Zé Maranhão”, disse Pedro Medeiros justificando o apoio.

Ele fez questão de dizer que Maranhão não é um “estranho” para a região do Cariri. Pedro Medeiros ressaltou que o governador não promete obras, faz, e citou o Hospital de Serra Branca como exemplo, além de escolas em São João do Cariri, Caraúbas e Gurjão. “São obras importantes”, disse, citando ainda obras de perfuração de poços, estradas e eletrificação rural.

“É um governo que já se conhece a marca: um governo que so trabalha, que não promete”, ressaltou o tucano. Pedro Medeiros complementou: “Vim aqui hoje para comunicar o apoio com toda a minha equipe. Eu trouxe não o Cariri todo, mas uma grande parte da região para votar nele”.

Com 24 anos de vida pública, Pedro Medeiros afirmou que sempre votou nos projetos do governo do Estado, encaminhados à Assembleia Legislativa da Paraíba. “Já aprovava antes de votar nele”, disparou o tucano. Ele disse não acreditar que, por exemplo, os colegas deputados votem contra empréstimo. “Empréstimo é para o Estado, para que o governo possa levar obras”, afirmou.

E lançou a pergunta: “E quem desfruta das obras? O povo”. O deputado estadual Pedro Medeiros repetiu que nunca deixou de votar os projetos do governador José Maranhão e “em que eu vou votar”. Ao final, confidenciou que muitos colegas oposicionistas ligaram para tentar demovê-lo da decisão, mas que não adianta, “a decisão foi certa e já está tomada”.

Vazam dados de inscritos no Enem

Dados de milhões de pessoas que se inscreveram para a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos anos de 2007, 2008 e 2009 vazaram ontem na internet.

As informações estiveram disponíveis para todos os internautas em site mantido pelo Ministério da Educação por ao menos três horas, entre as 14h e as 17h de ontem.

De acordo com a pasta, da página constavam apenas nome, RG, CPF, nome da mãe e número de matrícula dos candidatos.

A Folha apurou que dados do perfil socioeconômico e do desempenho dos inscritos para a prova também ficaram disponíveis.

A página que ficou aberta na tarde de ontem é acessada por instituições de ensino, que precisam de dados como renda e nota do candidato para a concessão de bolsas, por exemplo.

O ministério não soube informar quantas pessoas tiveram seus dados expostos.

Só em 2009, cerca de 4 milhões se inscreveram no Enem, cuja nota é usada no processo seletivo de muitas universidades.

OUTROS PROBLEMAS

Há quase um ano, o Enem coleciona problemas.

O mais grave deles ocorreu em outubro de 2009. Após ser impressa, a prova do Enem acabou furtada. O vazamento das questões fez com que o governo tivesse que adiar o exame.

Um mês antes, outro problema. Em setembro, época da convocação dos alunos, alguns estudantes foram informados para prestar a prova em locais distantes até 30 km de suas casas.

Por causa de todo o imbróglio de 2009, a USP e a PUC-SP desistiram de usar o Enem como parte de sua nota.
Neste ano, USP e Unicamp voltaram a tomar a mesma decisão. A justificativa é que a prova do Enem deste ano, marcado para novembro, vai ser realizado muito tarde.

Santos 'esnoba' e treina fora do palco da final da Copa do Brasil

O Santos 'esnobou' a chance de poder fazer o reconhecimento do palco da final da Copa do Brasil. A prática é comum em qualquer decisão de um torneio.

Nesta quarta-feira, o time paulista enfrenta no Barradão, em Salvador, o Vitória, na partida que definirá o vencedor da Copa do Brasil. Para ser campeão, o Santos pode perder por um gol de diferença, já que na partida de ida, na Vila Belmiro, venceu por 2 a 0.

Mesmo dizendo que o estado do gramado preocupa, a equipe alvinegra realizou o treino desta terça em um outro campo.

Segundo o clube da Vila Belmiro, a decisão foi tomada para que seus atletas treinassem em um local mais tranquilo, mais perto do hotel em que estão hospedados em Salvador.

Assim, o Santos não fez um treino de reconhecimento no tão criticado gramado do Barradão e só saberá realmente qual é sua real situação pouco antes da partida.

O reconhecimento é importante e foi, inclusive, alvo de discussão durante a Copa do Mundo na África do Sul. Na ocasião, seleções, como o Brasil, não puderam treinar por ordens da Fifa em alguns estádios que estavam com o gramado danificado -- a decisão foi criticada por jogadores e treinadores.

Na segunda-feira, os jogadores dos Santos já haviam mostrado temor com o campo do Barradão. No domingo, o Botafogo venceu o Vitória por 3 a 1 nesse mesmo estádio.

O gramado, que até passou por reforma recentemente, foi muito prejudicado pelas chuvas em Salvador e pode atrapalhar a equipe santista --que tem como características a técnica e a velocidade.

Justiça aceita denúncia e decreta prisão de Mizael e vigia por morte de Mércia

A Justiça de Guarulhos (Grande São Paulo) aceitou nesta terça-feira a denúncia (acusação formal) do Ministério Público contra Mizael Bispo de Souza, ex-namorado da advogada Mércia Nakashima, e do vigia Evandro Bezerra da Silva. Os dois são acusados de matar Mércia, e agora são réus no processo.

O carro da advogada foi encontrado no dia 10 de junho em uma represa em Nazaré Paulista (64 km de SP), após indicação de um homem que viu o veículo ser empurrado enquanto pescava. No dia seguinte seu corpo foi encontrado no mesmo local, após ela ter ficado desaparecida por 17 dias.

O juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano decretou a prisão preventiva dos dois acusados. Segundo a decisão, "é imperativa a decretação de prisão preventiva aos agentes que cometem crime de homicídio qualificado." O juiz não acolheu a acusação contra Mizael e Silva por ocultação de cadáver, pois entendeu que "a intenção de jogar a vítima na represa não era de ocultar o cadáver, e, sim, de consumar" o assassinato.

Mizael foi acusado de homicídio triplamente qualificado, mas desde o início das investigações nega qualquer envolvimento com o crime. O vigia, acusado pela polícia de ajudar Mizael, foi denunciado por homicídio duplamente qualificado. Silva chegou a falar, em depoimento à polícia, que combinou de ir buscar Mizael na represa de Nazaré Paulista no dia 23 de maio --data de desaparecimento de Mércia--, mas depois mudou a versão e negou envolvimento com o crime.

As três qualificadoras do homicídio, para o promotor, são: motivo torpe e "repugnante"; crueldade (além de ter sido baleada, a perícia identificou que Mércia foi agredida por um instrumento contundente não identificado); e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A acusação contra Silva não cita o motivo torpe.

"Mizael é portador de personalidade violenta e desequilibrada", diz Antunes, na denúncia. "Trata-se de um crime hediondo, premeditado, com requintes de crueldade e extrema frieza em seu cometimento", afirmou o juiz.

O juiz também pediu que a polícia faça "com urgência" as diligências pedidas pelo Ministério Público. Entre elas estão a conclusão dos laudos periciais, a reconstituição do crime e a investigação de Altair Bispo de Souza, irmão de Mizael.

"Existem provas irrefutáveis nos autos de que alguém tentou apagar os vestígios do crime, seja arremessando o veículo na represa, até mesmo desaparecendo com o chip do telefone da vítima, notadamente com o único intuito de prejudicar as investigações e obter a impunidade", afirmou o juiz na decisão. Os advogados dos acusados tem 10 dias para apresentar a defesa.

Ivon Ribeiro, um dos advogados de Mizael, afirmou que vai entrar com recurso e que seu cliente não irá se entregar. Ribeiro também disse que vai entrar com um pedido de exceção de competência para que o caso seja julgado em Nazaré Paulista e não em Guarulhos.